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Cananéia

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A Vila Fantasma
do Ararapira

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  Prezados Senhores:

Nos dias 26 e 27 de janeiro o programa Balanço Geral apresentou duas reportagens sobre a Vila Velha do Ararapira, ou “Cidade Fantasma”, como costuma ser chamada.
Algumas perguntas feitas pelo apresentador ficaram sem resposta. Tanto assim que foi pedido no ar que algum historiador as respondesse.

Por que as pessoas abandonaram a vila?
A Vila de Ararapira já pertenceu ao estado de São Paulo.
Havia, como há até hoje, uma lancha que saía de Cananéia alguns dias por semana e passava pela Vila chegando ao Bairro do Ariri, município de Cananéia e, posteriormente voltava para a cidade de Cananéia.
Com isso, os moradores da Vila tinham como se locomover até a cidade para fazer compras, ir ao médico, etc. Posteriormente a Vila de Ararapira passou para o estado do Paraná.

Com isso, foi determinado que a lancha que pertencia ao governo de São Paulo não mais parasse na Vila, que agora se localizava “em outro estado”.
Com a falta de meios para sair e voltar para a Vila, os moradores começaram lentamente a se mudar para locais onde os meios de locomoção eram mais acessíveis.
A ausência de moradores fez com que muitas construções se deteriorassem, mas a Vila não está abandonada. É possível notar algumas construções conservadas e até a Igreja tem o seu interior cuidado por antigos moradores ou seus descendentes.

É comum ver-se panos pendurados em varais, denotando que alguém ali esteve recentemente para conservar o imóvel. Acredito que o “fantasma da mulher acenando” tenha sido de fato um ser humano que lá se encontrava em função das tarefas já descritas.
O fato de se ouvirem vozes também é explicado pelos mesmos motivos: pessoas conversando enquanto trabalham.


Por que tantas crianças enterradas no cemitério da Vila?
A falta de recursos de muitas pessoas para construir uma tumba, fazia com que elas enterrassem seus mortos em “cova rasa”, ou seja, a “sete palmos do chão”, diretamente na terra.
A cova era feita, o corpo sepultado em seu interior, e a terra retirada era devolvida sobre o corpo. Depois de preencher a cova, o volume de terra equivalente ao volume do corpo sepultado sobrava e então era jogado por cima, fazendo um “morrinho” sobre a cova.
Com o passar do tempo, a chuva fez escorrer essa terra tanto no sentido do comprimento quanto na largura, fazendo com que os tais “morrinhos” parecessem uma tumba pequena.

É claro que crianças lá morreram, como morrem até hoje nos mais modernos hospitais, mas não é fato que TODAS aquelas tumbas aparentemente pequenas sejam de crianças mortas na Vila.

Esperamos ter respondido.


Atenciosamente
Maria E. Comenale
ASA – Associação Ambiental Comunidade Ativa
www.cananet.com.br/asa


Conheça aqui a Vila Velha do Ararapira, também chamada de "Cidade Fantasma".
 

Adro da Vila


Igreja da Vila Velha do Ararapira


Antiga escola


Interior da igreja


Uma casa abandonada


Caminho para o cemitério


Foto 7


Foto 8


Entrada da vila


Foto 10


Foto 11


Um sambaqui no caminho