Cananéia nos Anos Vinte
Óleo sobre tela 100X50cm
Jõao Teixeira
A pintura, datada do início do século XX, retrata Cananéia como porto de grande movimento. Conta a História que navios de grande calado adentravam pela baia de Trapandé para escoar as riquezas da região.
Aos visitantes, o quadro está exposto na cidade, no Restaurante Naguissa do Silêncio.
 
 

Conhecer um pouco da história brasileira através de Cananéia é sempre uma descoberta deslumbrante.

Controversa desde a sua colonização, Cananéia encerra em sua História um sem-número de fatos que revelam uma Europa muito mais interessada em riquezas materiais do que na catequese dos habitantes.

"... Na época do descobrimento o lugar chamava-se Marataiama, em tupi-guarani: mara = mar e taiama = terra, isto é, “lugar onde a terra encontra o mar”.
Habitavam o lugar os índios Carió (Carichó ou Carijó) da nação guarani. Eles jamais haviam visto um navio tão grande, cheio de velas brancas, homens brancos vestidos, de fala macia e cabelos de fogo, ficaram deslumbrados e se referiam ao fato como mutupapaba, isto é, “coisa maravilhosa”. Chamaram o marco de Itacoatiara (ita = pedra e cuatiara = risco, desenho, inscrição) ou Itacuruçá (ita = pedra e Curuçá = cruz)...".

"... Na expedição de reconhecimento de 1501-1502, ao atingir Cananéia, os navegadores deram-se conta, que poderiam estar no limite do hemisfério de influência portuguesa, ou até, tê-lo ultrapassado. Sendo assim, terminaram por ali o reconhecimento e decidiram viciar os dados das observações com a intenção de esconder a realidade geográfica com que se deparavam.
Sem dúvida a mistificação não pode ser mantida por muito tempo, mas o foi até as incursões espanholas por esta região. Porém a presença portuguesa já era marcante, caso contrário correríamos o risco de estarmos "hablando español"...".

Conheça aqui um pouco da história e dos costumes dos nossos colonizadores.

Boa Viagem !